Maputo — A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) recebeu, na sua sede, uma delegação de startups brasileiras para uma sessão de intercâmbio com empreendedores tecnológicos moçambicanos, à margem da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), onde o Brasil participa como País de Honra.
O encontro colocou frente a frente empresas emergentes dos dois países, num ambiente orientado para a criação de contactos comerciais e identificação de oportunidades de cooperação. As startups brasileiras, com soluções nas áreas de inovação no turismo, saúde, logística e veterinária, apresentaram os seus modelos de negócio e tecnologias a jovens empresários nacionais.
Mais do que uma simples troca de experiências, a iniciativa procurou abrir portas para negócios concretos. O objectivo central foi identificar complementaridades, mapear sinergias e estabelecer pontos de contacto capazes de evoluir para parcerias comerciais e investimentos.
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A expectativa da CTA é que os contactos estabelecidos durante a sessão de networking tenham continuidade, criando condições para a materialização, a curto e médio prazo, de projectos conjuntos entre empresas moçambicanas e brasileiras.
A aproximação entre os ecossistemas empresariais dos dois países ganha particular relevância num contexto em que a inovação tecnológica assume um papel crescente na transformação de sectores estratégicos da economia.
Ao trazer startups brasileiras para um contacto directo com empreendedores moçambicanos, a CTA procura facilitar não apenas a circulação de conhecimento, mas também a identificação de soluções que possam responder a desafios concretos do mercado nacional.
No âmbito da colaboração, a CTA facilitou ainda uma visita à Incubadora de Negócios da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), proporcionando às empresas brasileiras contacto com o ecossistema de empreendedorismo e inovação existente no país.
A agenda incluiu igualmente um encontro com o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, reforçando a dimensão institucional da iniciativa e o interesse crescente em torno da inovação e da transformação digital em Moçambique.
Com uma participação activa na FACIM 2026, a CTA tem assumido um papel de facilitadora na aproximação entre empresários moçambicanos e investidores, empresas e empreendedores de diferentes países presentes na maior montra empresarial do país.
A estratégia procura transformar a feira numa plataforma efectiva de negócios, capaz de gerar contactos para além dos dias do evento e criar oportunidades de investimento no mercado moçambicano.
A aproximação com as startups brasileiras insere-se, assim, numa agenda mais ampla de internacionalização do sector privado nacional, em que a criação de redes empresariais e a adopção de soluções inovadoras podem tornar-se catalisadores de novos negócios.
Para Moçambique, o desafio passa agora por converter o networking em resultados concretos: parcerias, transferência de tecnologia, investimentos e novos projectos capazes de gerar valor e acelerar a inovação no mercado nacional.